Projeto “Artistas Vivos” reúne produtores literários na Biblioteca Álvares de Azevedo

Dara Roberto explica dinâmica do evento.

Dança, música e muita poesia marcaram a primeira edição do projeto “Artistas Vivos” na noite desta quarta-feira (24/4) na Biblioteca Pública Municipal Álvares de Azevedo, na Vila Maria, SP. O projeto reconhece e propaga as produções artísticas, culturais e intelectuais contemporâneas nas suas diversas linguagens e possibilidades. O projeto está aberto ao público em geral. O evento contou com a presença do CIEJA e do Coletivo VOPO – Vozes Poéticas.

Lucas Aragão sobe ao palco para declamar uma de suas composições.

Inicialmente, Dara Roberto, idealizadora do “Artistas Vivos”, explicou os objetivos do projeto, sua dinâmica e agradeceu o apoio e incentivo da biblioteca na pessoa da coordenadora Elaine Telles. “O objetivo do projeto é estabelecer redes, descobrir um pouco mais sobre a trajetória e trabalho de cada artista, incentivar novos talentos e se atentar ao que está sendo produzido no agora. Reconhecer, valorizar e consumir os feitos destes artistas, escritores e produtores em vida”, disse. Depois convidou a plateia para participar do “microfone aberto” mostrando seus versos e/ou depoimentos.

Professora declama um de seus poemas e encoraja alunos a escreverem.

Na oportunidade, alunos e professores do CIEJA Vila Maria/Vila Guilherme mostram alguns de seus trabalhos literários. O estudante Lucas Aragão declamou a letra da música autoral “Quando eu venho de Luanda” e a jornalista e poeta Rosi Cheque declamou “Folhas Verdes”.

Na plateia atores, músicos e compositores como a cantora Vanessa Silva, de azul.

Em seguida, ocorreu apresentações com os artistas convidados. A arteira e slammer Juliana Jesus, da zona leste, emocionou a todos com sua expressividade, movimentos e sua poesia marginal. Trouxe uma variedade de temas reflexivos em seus versos, dentre eles violência, preconceito, racismo, paz e valores morais/éticos.

Arteira Juliana Jesus encanta com sua performance.

O produtor e escritor Max Costa, da zona norte paulista, arrancou risos com o estilo cordel com suas características, poética, além de explicar a origem deste gênero literário que sempre encanta pessoas de todas as idades.

Max Costa arranca aplausos e risos dos participantes.

O slammer e rapper Rafa Nunes foi o último a mostrar sua arte. Iniciou com a poesia “Engasgado”, depois contou sua relação com a escrita e terminou dando uma palhinha de dança. A Plateia também fez perguntas aos convidados.

Rafa Nunes fala de sua paixão pela escrita, dança e música.

As professoras Regiane Santos e Quitéria Santana Ribeiro disseram ter gostado muito do evento e pretendem realizar posteriormente um bate papo com os alunos.

Plateia faz perguntas aos convidados.

“Gostei demais dos artistas e dos poemas. Na nossa escola a gente sempre vai a bastante evento. Nem vi a hora passar de tão bom e bonito”, comentou entusiasmo Cícero José da Silva.

“Eu também gostei de tudo. Cada um tem seu estilo e jeito de escrever”, resumiu a estudante Aline Santos de Freitas.

Professoras e alunos do CIEJA.

Para saber a programação de atividades como cursos, shows, oficinas, contação de histórias e outras ações da Biblioteca Álvares de Azevedo basta entrar em contato no fone: (11) 2954-2813. A biblioteca está localizada na Praça Joaquim José da Nova s/n, Vila Maria, SP.

SAIBA MAIS

Biblioteca Álvares de Azevedo
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http://www.instagram.com/bibliotecaalvaresdeazevedo

Projeto Artistas Vivos
Dara Roberto – Produtora Cultural
(11) 95196-8546
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Gesto que salva vidas: doação de sangue deve ser um hábito regular, solidário e humanitário

Ana Claudia e Igor Pedrosa doaram sangue hoje pela primeira vez.

Milhares de pessoas no mundo inteiro têm medo de doar sangue. Os motivos são inúmeros e os mais comuns são medo de agulhas e passar mal ao ver sangue. Contudo, especialistas afirmam que uma maneira de perder o medo é conversar com pessoas que já doaram sangue para saber como foi a experiência. Na manhã desta terça-feira (23/4) ocorreu mais uma ação de doadores voluntários na Fundação Pró Sangue Hemocentro Clínicas, na capital paulista. Nossa reportagem conversou com doadores que estavam indo pela primeira vez.

Para Ana Claudia de Paulo, estudante de Artes Visuais e moradora do bairro Bela Vista, foi muito bom ter passado pela experiência em doar sangue. “Essa foi minha primeira vez e me senti muito bem após a doação. Foi simples e rápido. Eu tinha medo de doar porque tenho claustrofobia de ambientes fechados, mas meu desejo foi maior e venci o medo. Fiquei sensibilizada porque minha mãe faz tratamento contra o câncer e entendi a importância em doar”, explicou.

Especialistas em oncologia ressaltam importância da doação de sangue para pacientes em tratamento de câncer. Em muitos casos o paciente é tratado com cirurgias de alta complexidade que demandam ampla reposição de sangue. Há também tratamentos com radioterapia ou quimioterapia que podem afetar a medula óssea e, assim, alterar a produção de sangue, levando a quadros de anemia e níveis baixos de leucócitos e plaquetas.

Igor Pedrosa, engenheiro de produção e morador de Guarulhos, também estava doando pela primeira vez. “Eu sempre tive vontade de doar sangue, mas só hoje tive a oportunidade. Tenho uma amiga internada que está precisando de sangue e isso me sensibilizou. Agora, pretendo continuar doando”, disse.

Doadora voluntária e membro do Clube Irmãos de Sangue.

No Brasil é preciso estimular a doação de sangue entre jovens e adultos de forma regular, voluntária e solidária. Afinal, os hospitais dependem de doações para ajudar pacientes com leucemia, anemia hereditária e outras doenças do sangue, quem fez cirurgias grandes ou quem teve algum traumatismo.

O homem pode fazer quatro doações por ano. A mulher pode fazer apenas três doações por ano. No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos.

Para doar é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde. A pessoa deve estar descansada, bem alimentada e não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação. No ato da doação, é preciso levar documento de identidade com foto.

O sangue é reposto pelo organismo. E rapidamente. Existe sangue suficiente no corpo humano para doar de forma saudável. Além disso, o volume de sangue doado começa a ser reposto no organismo 24h após a doação. Para o homem, o plasma é renovado em até 72 horas; os glóbulos vermelhos em aproximadamente quatro semanas e o estoque de ferro precisa de oito semanas. Para a mulher, após uma doação de 450 ml de sangue, o estoque de ferro demora um pouquinho mais em comparação com os homens e chega a ser renovado em aproximadamente 12 semanas.

COMO DOAR SANGUE
1 – Levar documento de identidade
2 – Estar bem de saúde
3 – Ter entre 16 e 69 anos
4 – Pesar mais de 50 kg
5 – Não estar em jejum
6 – Evitar alimentos gordurosos três horas antes da doação
7 – Não ingerir álcool nas últimas 12 horas

SAIBA MAIS

Alô Pró-Sangue: 4573-7800
http://www.prosangue.sp.gov.br

Programa Vocacional Música começa hoje na Biblioteca Álvares de Azevedo na Vila Maria

Silvio Show, Eloá e Gabriel Miranda são vocacionados do programa

Começa hoje (22/4), das 15h às 18h, na Biblioteca Pública Municipal Álvares de Azevedo, na Vila Maria/SP, a orientação artística do Programa Vocacional Música. Podem participar pessoas a partir dos 14 anos e com conhecimento musical.

Rosi Cheque é vocacionada em música realiza performances temáticas com clarinete, dança e poesia.

O Programa Vocacional é composto pelos projetos de artes visuais, música, teatro, dança, vocacional apresenta e aldeias.

Os artistas que trabalham no Programa Vocacional são selecionados por meio de edital público e são divididos em artistas articuladores e artistas orientadores.

Dentre os objetivos, promover a ação e a reflexão sobre a prática artística, a cidadania e a ocupação dos espaços públicos da cidade de São Paulo.

O Vocacional é um programa sob a gestão da Secretaria Municipal de Cultura, com parceria da Secretaria Municipal de Educação.

SAIBA MAIS
Praça Joaquim José da Nova, s/n – Vila Maria, SP
Telefone: (11) 2954-2813
Rede social: http://www.facebook.com/BPAlvaresdeazevedo

Cotidiano dos índios do centro oeste do Brasil é retratado em exposição de fotos de Walter Sanches

Fotos: Raisa Alves

Ambientalistas e defensores da causa indígena, educadores, ativistas, familiares e crianças prestigiaram a festa de abertura da exposição “Índios: a realidade expressa”, do fotógrafo Walter Sanches, na noite de quinta-feira (18/4) no Espaço Cultural (3º Piso) do Continental Shopping, Jaguaré, São Paulo. Em mais de 40 imagens em preto e branco, a mostra retrata a cultura e o cotidiano dos índios das etnias Karajá, Xerente, Krahò, Tapirapé e Avá-canoeiro, essa última do norte de Goiás.

Walter Sanches

A mostra traz três tamanhos de fotos e ainda o painel “Novo mundo?”, com artigo do indigenista Walter Sanches. Na abertura da exposição houve atividade cultural. A poetisa Vera Godoy declamou versos de seu último livro. Emocionado, o instrumentista e compositor Dorgival Nazaro fez a plateia cantar com a música “Amor de Índio”. Rosi Cheque fez uma performance artística (teatro/dança) com os poemas “Silêncio Guerreiro”, de Márcia Wayna Kambeba; e “Dia de Índio”, da poeta osasquense Vera Lúcia Godoy Correia.

Carlos Marx

Carlos Marx, coordenador da Casaviva, agradeceu a Rodrigo Rufino, gerente de marketing do Continental Shopping, pelo apoio na realização da exposição. Falou da importância da sociedade atuar na defesa da cultura e dos direitos dos índios.

Walter Sanches discorreu sobre seu trabalho de campo com os índios no Mato Grosso, em Goiás e outros estados. “Meu trabalho era voltado para a proteção e defesa dos índios e atuei em várias etnias e tribos”. O fotógrafo foi, por mais de 30 anos, técnico indigenista e chefe de reserva, em Goiás, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Poeta Vera Lúcia G. Correia

O desmatamento, os problemas de saúde e o avanço das cidades sobre as matas são alguns fatores que levam índios a migrarem para áreas urbanas. Muitos são vitimas de preconceito e discriminação.

No Brasil os índios quase desapareceram em sua totalidade. Hoje, muitos deles “estão dependentes de novos hábitos e sem recursos, passaram a conviver com doenças como malária e tuberculose… Enfrentam o alcoolismo. Mas apesar das enfermidades crônicas, dos massacres e genocídios enfrentados ao longo da história – tudo em nome da expansão rural – sobreviveram e lutam para manter a dignidade restante”, assinala Sanches.

Cantor Dorgival Nazaro arranca aplausos e suspiros da plateia

Para o fotógrafo, os índios vão vivendo à margem de uma sociedade que não é a deles. “Teoricamente sobraram-lhes as terras indígenas quase nunca homologadas, onde fazendeiros do entorno criam rebanhos e empreiteiros abrem estradas e fazem investimentos sem indenizações justas e de direito, já que são terras da União. E os lucros cabem unicamente aos investidores. A arte plumária, a pintura corporal e o artesanato utilitário ainda hoje visíveis em algumas etnias – muito mais em fotos do que na realidade – servem de bálsamo para a cultura colonialista e suas instituições tutelares que, das metrópoles urbanas, arvoram-se a buscar soluções à luz da tecnocracia”.

Dança e poesia com Rosi Cheque

“Gostei muito das fotos e das apresentações de música, dança e poesia. Sempre é bom conhecer um pouco mais da história dos índios porque eles são parte importante na história do nosso país. Temos que diminuir os preconceitos sobre eles”, comentou a farmacêutica e escritora Maria do Carmo Okada.

“Não podemos ignorar os direitos básicos e fundamentais dos índios. Parabéns aos organizadores pela atividade. Parabéns a Casaviva por levar alegria, cultura e conhecimento para as pessoas. As fotos da exposição conversam com a gente”, disse Rosanilda Silva, empresária do transporte escolar em Osasco.

Em São Paulo há três reservas indígenas localizadas nos municípios de Avaí, Braúna e Arco Íris. Sob curadoria da Casaviva – cultural e ambiental Osasco e apoio do Continental Shopping, a exposição “Índios: A realidade expressa’ pode ser visitada gratuitamente até o dia 28 de abril, das 10h às 22h, no 3º Piso do Continental Shopping. Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – bairro do Jaguaré, na divisa com Osasco.

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Semana do Índio começa amanhã em SP

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Fotógrafo Walter Sanches mostra a vida de índios Karajá e Avá-canoeiro em exposição no Continental Shopping em Osasco

Fotografias e textos relatando a vida dos índios do norte de Goiás, especialmente os Karajá e Avá-canoeiro são algumas das atrações da exposição “Índios: a realidade expressa”, do fotógrafo Walter Sanches, que durante 32 anos foi técnico indigenista e chefe de reserva, em Goiás, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

A mostra tem a curadoria da Casaviva – cultural e ambiental Osasco, conta com apoio do Continental Shopping e pode ser visitada de 16 a 28 de abril, das 10h às 22h, no Espaço Cultural (3º Piso). Entrada franca. Endereço: Avenida Leão Machado, 100 – Jaguaré.

No dia 16 de abril (terça-feira), às 20 horas, haverá evento de abertura com a presença de representantes indígenas locais, educadores e interessados no tema. Na abertura haverá apresentação musical e performance artística mesclando teatro e poesias sobre o índio.

Segundo Carlos Marx, ambientalista e coordenador da Casaviva, no acervo da exposição há imagens da rotina do dia-a-dia dos índios, cenas individuais e em grupo, em espaços abertos e fechados, dentre outros.

“As imagens são impactantes e lindas ao mesmo tempo. A ideia do empreendimento é trazer a vida dessas pessoas para mais perto dos nossos clientes, reforçando a riqueza e importância cultural do nosso país” comenta Rodrigo Rufino gerente de marketing do Continental Shopping.

SOBRE WALTER SANCHES

O fotógrafo Walter Sanches trabalhou por 32 anos na FUNAI e vivenciou de perto o sofrimento e a luta dos índios por suas terras e para manter suas culturas e tradições. O indigenista trabalhou com os índios Kraô, Karajá, Tapirapé, Apinajé, Parakanan, Avá-canoeiro.

Em 1972, trabalhou com o sertanista Cláudio Villas Boas, um dos famosos irmãos, na frente de atração dos índios Kreen-a-Karore, na Serra do Cachimbo, norte de Mato Grosso. Foi nessa época que Sanches começou a fotografar e, em setembro deste ano, traumatizado com os problemas ocorridos com as tribos contatadas pela FUNAI, especialmente os Kreen-a-karore, pediu demissão.

Em 1973, Sanches cursou fotografia em Belo Horizonte e São Paulo. Em 1974, tornou-se repórter fotográfico e foi trabalhar para a imprensa, ora em São Paulo, ora em Recife, até 1985 quando Apoena Meireles o chamou de volta para a FUNAI. Novamente, foi para a Ilha do Bananal, voltando a ser chefe de uma aldeia Karajá, onde estava programada a construção da estrada Transaraguaia, e os problemas pipocavam. Lá permaneceu por cinco anos e após esse tempo foi enviado para a Serra da Mesa, em Minaçu, Goiás, onde Furnas estava construindo uma grande represa em terra indígena e precisava de um técnico indigenista para acompanhar os índios Avá-canoeiro. Ficou com esse grupo indígena até 2013, quando se aposentou.

Hoje, Walter Sanches reside em Nova Friburgo/RJ, onde nasceu em 1943 e atualmente mantém seu enorme arquivo fotográfico com a memória da vida de inúmeros povos originários do Brasil, que lutaram e lutam até hoje para manter a dignidade restante.

SOBRE OS KARAJÁ

Habitantes seculares das margens do rio Araguaia nos estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso, os Karajá têm uma longa convivência com a Sociedade Nacional, o que, no entanto, não os impediu de manter costumes tradicionais do grupo como a língua nativa, as bonecas de cerâmica, as pescarias familiares, os rituais como a Festa de Aruanã e da Casa Grande (Hetohoky), os enfeites plumários, a cestaria, o artesanato em madeira e as pinturas corporais. Até hoje reivindicam seus direitos territoriais, o acesso à saúde, educação bilingüe, entre outros.

SOBRE OS AVÁ-CANOEIRO

Estes sofreram muitos massacres durante a história e, por isso, grande parte da cultura se perdeu. Segundo pesquisadores, existem, hoje, apenas seis índios dessa etnia, que vivem em uma reserva em Minaçu, no norte de Goiás, e corre sério risco de extinção. A Terra Indígena Avá-Canoeiro tem 38 mil hectares de extensão e se localiza entre as cidades de Minaçu e Colinas do Sul, Goiás. Também conhecidos como “Cara Preta”, estes têm sua história conhecida a partir da chegada dos bandeirantes, responsáveis pelo primeiro contato do homem branco. Segundo informações do Instituto Sociambiental (ISA), existem ainda mais dois grupos Avá-Canoeiro que não mantêm contato com a sociedade.

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